sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O preço da liberdade


Meus caros amigos
Embora considerando-me um homem muito equilibrado confesso que hoje comecei ficar desesperado com o que vi e ouvi na rua sobre a situação em que se encontra nosso país. Um grupo de trabalhadores, pessoas comuns do salário mínimo, usando aqueles uniformes, modelo bóia fria, conversavam inflamados sobre acontecimentos recentes e clamavam pela volta da ditadura militar, como única forma de consertar as coisas e restabelecer um mínimo de moralização no serviço público. Falavam de INSS, descaso, escândalos, assuntos que estão na mídia e na vida das pessoas. Considerando que eles estão certos em sua maneira de pensar, tipo ladrão tem medo de farda, subalterno tem medo do chefe etc. e tal, não nego que sentí calafrios ao pensar nos efeitos colaterais desse remédio. O Brasil está uma calamidade? Está. As pessoas perderam a noção de todos os limites? Perderam. Virou uma esculhambação? Virou. Colocado no paredão para tomar uma decisão sobre o que fazer, so forem somente essas duas alternativas, gente vamos deixar a coisa como está. Alguns mais inflamados dirão "mas isso é um absurdo". Eu também acho, mas esse é o preço da liberdade. Todos os sistemas de governo são iguais ou, no mínimo semelhantes. a diferença é que na ditadura ha um grande poder de concentração e um poder maior ainda de camuflagem. Ou seja, a diferença é que a gente não fica sabendo. Eu sou um artista e pela minha liberdade de pensamento e expressão estou disposto a pagar até com a imoralidade reinante. A única saída para a dignidade de um povo é a entrada da escola. Quando se abre uma escola, automaticamente se fecha presídio, esvazia hospitais, reduz-se drasticamente a conrrupção e o desmando, cria-se uma ordem baseada nos valores mais elementares do ser humano e isso contamina a todos. Infelizmente não tem sido a opção do Brasil. Quando fora do poder todos pensamos assim, uma vez revestidos com a autoridade, dotados do direito à impunidade, protegidos por habeas corpus preventivos para mentir, esconder, silenciar... Então é melhor não falar sobre isso. Que pena! A cada quatro anos temos a oportunidade de mudar tudo, mas curiosamente nunca fazemos isso.

domingo, 16 de outubro de 2011

A vida sob o olhar da poesia




Tudo que nós artistas fazemos ou viermos a fazer, deverá acrescentar o máximo possível de valor à vida das pessoas, contribuindo assim, para a melhoria da convivência social. Tudo em nossa vida é fantasia e ao mesmo tempo é real em algum lugar, forma ou pessoa. Reynaldo Dumont (Luis Alberto) o nosso personagem de VERSOS PROFANOS procura oferecer um novo olhar sobre todos os problemas que afetam a vida das pessoas em diversos estágios ou momentos. Como ver a vida sob a ótica da poesia. Sobre o glamour da profissão ele demonstra uma intensa revolta contra a postura da mídia que apenas destaca suas ações como homem e, de certa forma, ignora sua arte. Então ele compara ao pacto de Mephistófelis e Fausto na obra Goethe. Ao ser insuflado por Pablito (Jeff Moreira) a fazer um pacto também, ele refuta veementemente a idéia e afirma "eu sou um homem livre. Um homem livre não faz pactos Pablito. Nem com Deus nem com o diabo, afinal que diferença faz ser escravo de um ou de outro?" Ao longo dos próximos dias até a nossa estréia em 04 de novembro, sexta feira, as 20.30 hs no teatro Brasília Shopping, estarei abordando aqui alguns temas sob o olhar da poesia. Jeff Moreira (Pablito) será sem dúvida o trabalho mais marcante de sua carreira com personagens adultos. Kellryane Medeiros (Dalila) enfrenta seu primeiro grande desafio como atriz profissional. Luis Alberto (Reynaldo) um personagem para ficar na vida eternamente. 



Jeff Moreira