Foram tantas as reviravoltas na minha vida ultimamente que cheguei a pensar que o mundo estava rodando mais depressa que o costumeiro. A tempestade de lama que inundou Brasília no ano do cinquentenário soterrou muitos sonhos e cristalizou muitas injustiças, mas felizmente conseguimos sobreviver. A direção da rede CNT que teria todos os motivos para execrar-me do mercado, embora eu não tenha tido culpa no episódio do sonho dourado, ainda manteve a sua generosa atenção comigo aceitando exibir um produto para colocar Brasília no mercado Nacional. Sendo assim a nossa fábula "era uma vez um cerrado que virou METRÓPOLE" estará no ar entre 05 de setembro de 30 de dezembro, de acordo com as conversas em andamento, só que no horário das 14.00 às 15 horas de segunda a sexta feira. Será a primeira obra inédita de teledramaturgia a ser exibida em horário diurno. A princípio fiquei um pouco triste, sentindo-me desprestigiado, mas depois caí em mim. Afinal, pensei, quem sou eu para querer algo melhor num momento em que não deveria ter nada? Então vislumbrei uma nova possibilidade. Estamos criando um novo horário de novela na televisão? Será uma honra se isso acontecer. Pelo menos já temos certeza de que as nossas produções não ficarão na gaveta, para serem mostradas aos amigos e aos novos sonhadores do reino de Zeus.
domingo, 26 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Marcas que o tempo não apaga
Meu caros amigos
Estou em Brasília desde fevereiro de 1967. Aqui me criei, estudei, formei família, participei ativamente da vida da cidade. Sempre atuei na área da criação, produção e realização cultural. Teatro, cinema, rádio, televisão, música, publicidade. Mas não faço parte do acervo, ninguém me conhece como agente cultural. Não me incomoda isso, o que me incomoda na verdade é a multidão de puxa sacos que de tempos em tempos se apossa dos valores e bens culturais, que pertencem ao povo mas a ele nada oferece. Bom exemplo disso é a matéria publicada pelo Correio Braziliense sobre o Polo de Cinema de Sobradinho. Nos meus mais de quarenta anos de batalha pela cultura, e todos esqueceram que fiz o primeiro show de TV ao vivo via embratel para 20 emissoras da antiga Radiobrás, agora EBC, em todo Brasil. Que toquei pela primeira vez o primeiro disco de Oswaldo Montenegro ainda na Rádio nacional lá pelo anos de 1970, que pelo palco do show da cidade passaram todos os artistas de duas gerações, sem exceção, que mostrei pela primeira vez na tv os trabalhos de Toninho de Souza, os filmes do Afonso Braza. Mas todos se lembram que tive a infelicidade de colocar no ar, emprestar minha credibilidade, dizer ao povo que eles eram gente do bem, alguns dos nomes mais podres revelados na história recente de Brasília. Mas eu estou feliz, não tenho dinheiro mas também nunca sujei minhas mãos nem a minha alma. Ando de cabeça erguida pela cidade, em 40 anos de vida pública jamais tive meu nome vinculado a qualquer tipo de fato ou ação que pudesse desabonar o meu comportamento. Não faço parte dessa sujeira mesquinha onde eles se matam pela oportunidade de enganar mais um. Essas marcas o tempo não apaga. Aprendi com meu mestre Daisaku Ikeda que "AS MALDADES SÃO PODEROSAS, MAS JAMAIS SERÃO CAPAZES DE VENCER UMA ÚNICA VERDADE". Os canalhas passam e a cidade continua. No momento exato todos serão execrados pela consciência coletiva. Nunca recebi um centavo sequer de apoio de qualquer programa, de qualquer governo. Porque, eu não consigo explicar, mas também não faria diferença. Se você me encontrar por aí com um pires na mão pedindo uma esmola pelo amor de deus, para terminar a primeira novela de Brasília, não sinta-se obrigado a colaborar, pois não será uma solução. Será apenas um ato de protesto.
"Se eu pudesse tudo que eu queria nesse momento, era voltar a ser o que eu era, quando sonhava ser o que sou agora.
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